Ninguém a vê deitada em sua cama, a procura de seuspedaços perdidos. As lágrimas em seu rosto deveriam ter um motivo, do qual, ela
já não sabe qual é. O problema dela é o fingimento… Ninguém nunca sabe o que
acontece com aquele poço sentimentalista, que na visão de desconhecidos, é só
mais uma alma. Ninguém nunca vê sua tristeza, ela a pinta para não aparecer, mas
na verdade, ela sempre está lá. Não a um dia que suas lágrimas não venham fazer
companhia, ela se tornou sua amiga já. Só ela sente. Só ela vê. Estava a
procura de alguma pessoa para ajudá-la, mas ninguém a ouve, ninguém a
entende… Cansada de ser trocada, de perder pessoas, de se afastar delas. Ela
só queria algo concreto, algo que ela podia recorrer quando sentia aquela
dor, mas quem? Ela não tem. Ás vezes sua cama é que a colhe, a que a abraça,
a que a escuta. Seus soluços já viraram o tema musical daquele quarto. Ela
precisa de algo que ela desconhece. Ela foi quebrada, mas seus pedaços estão distantes. Tão distantes.
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